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Dor não é bonita a gente põe flor no lugar de ferida (...)
2 weeks ago
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Perdoa se o amor que dei foi pouco.
Scracho. (via reguardar)
2 weeks ago
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Olhos marcados de tanto chorar por algo que deveria me arrancar sorrisos, olhos marcados de noites em claro quando eu deveria estar dormindo e sonhando, tentando buscar algum conforto, mas não: passei a noite em claro revirando na cama, tentando achar uma posição confortável e que me fizesse dormir maravilhosamente bem, mas isso não aconteceu, o sono não chegou, nem você. Minha alma também está marcada pelas dores internas: angústia e medo. Esses dois terríveis sentimentos tem tomado conta de mim há meses, para ser mais exato: desde que você se foi. Medo de não conseguir superar, de não achar mais ninguém á quem amar, mas ai eu lembro que já senti isso umas duas vezes antes dessa e lembro também que passou. Por que seria diferente dessa vez? Porque é você? Talvez. Talvez passe amanhã, talvez não, talvez passe hoje ou mês que vez, talvez não. A vida é cheia de talvez. A vida é cheia de gente como você: arrogante, pouco amorosa, que sabe magoar, ferir. A vida é cheia de gente com o eu: o oposto de você e que acaba sempre quebrando a cara. A vida é cheia de surpresas e reviravoltas, quem sabe daqui à dois dias eu esbarre com uma pessoa de porte atlético, atraente, cabelos grisalhos e dentes levemente tortos e amarelados e que essa pessoa me faça esquecer você aos poucos, sim, aos poucos, porque gente como você a gente não esquece de uma dia pro outro, eu sei, eu sei: já faz quase um ano, mas ainda assim, você não é o tipo de pessoa que a gente esquece ao dobrar a esquina: você é o tipo de pessoa que esquece ao dobrar a esquina, e talvez seja por isso que você não me procure mais, que o telefone toca, mas não é você me ligando pra dizer que tá morrendo de saudade e quer me ver. Você é o tipo de pessoa inesquecível, mas que esquece fácil.
Luiz Filipe. (via rup-til)
2 weeks ago
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Mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Que aconteça alguma coisa bem bonita com você, ela diz, te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota sem nobreza. Não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando.
Caio Fernando Abreu. (via from-juliett)
2 weeks ago
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Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser. Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro. Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre. Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter. Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências. Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer. Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar. Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… não sei onde… para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês… mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados… para contar dinheiro… fazer amor… declarar sentimentos fortes… seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades. Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis. De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.
Clarice Lispector, Saudades.  (via rup-til)
2 weeks ago
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Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida. Alguém que é perfeito de tão imperfeito. Alguém que não desista de você por mais que você tente afastá-lo. Naquele dia que você não estiver procurando por ninguém, naquele dia que você não ia sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente. Quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia parar de procurar.
Caio Fernando Abreu. (via from-juliett)
2 weeks ago
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Mas não é drama, você sabe… é que a vida ultimamente tem me dado um problemão. Mas não é drama, é que você é a única pessoa que consegue fazer esse problema se resolver.
Não é drama, é amor. Anderson Babinski. (via revejo)
2 weeks ago
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Mas que planeta estranho eu pensei, todo mundo diz a mesma coisa!
O Pequeno Príncipe. (via revejo)
2 weeks ago
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Há dias que eu quero atear fogo nele, mas não faço isso, porque o amo… E seria ilegal.
Jogo de Amor em Las Vegas.  (via inverbos)
2 weeks ago
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Eu fingi não notá-lo. Não porque tivesse algo contra ele, mas porque meu coração e minha confiança estavam entrando em choque. E esse choque criou um vácuo no meu peito. Como se todos os nervos do meu corpo estivessem definhando, se soltando dos dedos dos pés e das mãos. Se soltando e desaparecendo.
Os 13 Porquês.  (via inverbos)
2 weeks ago
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Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre. E você olhou do corredor e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer. Mas a gente combinou que não era amor. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo.Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu jeito é o melhor. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque sua voz fica ridícula brava. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso. Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E eu tenho vontade de ligar pra todos os outros e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado. Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo. Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa ideia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro. Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.
Tati Bernardi.  (via inverbos)
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